Poderá um cego fazer a sua vida diária, através da utilização dos Sítios on-line portugueses?
Quando em Dezembro de 1999 a Vector21 colocou dois colaboradores, durante um mês, num veleiro ancorado na Marina da EXPO, em Lisboa, a viverem exclusivamente do que conseguiam comprar nas lojas electrónicas portuguesas, muitos acharam que a sua sobrevivência poderia estar comprometida. Nessa altura, existiam apenas 65 lojas electrónicas registadas nos apontadores nacionais. Falamos da iniciativa Canal21 – http://www.canal21.pt/
A propósito desta iniciativa pioneira, Mariano Gago, então Ministro da Ciência e da Tecnologia, afirmava na cerimónia de lançamento:
«O Projecto Canal 21 é uma iniciativa imaginativa e séria de promoção de comércio electrónico.»
Hoje, passados sete anos, as questões colocadas a quem tenta comprar produtos ou adquirir serviços na internet não é a quantidade de lojas que tem disponíveis mas sobretudo quais os níveis de serviço que estas oferecem.
Nas dezenas de estudos que a Vector21 tem realizado sobre o Comércio Electrónico Nacional (quer sob o ponto de vista da oferta, quer através da análise da procura) verificamos que muitas lojas electrónicas ainda apresentam carências básicas, como a inexistência de uma linha de apoio ao cliente, a falta de informação sobre os portes de envio e as condições de entrega de encomendas, ou, em muitos casos, a inexistência de um endereço físico ao qual o cliente se possa dirigir (http://www.vector21.com).
Paralelamente a estes, existe outro ponto muito básico que Vector21 também considera ao analisar o serviço prestado pelas lojas electrónicas nacionais: trata-se da forma como estas respondem às necessidades próprias de determinados nichos de mercado, como são, neste caso, os cegos e, em geral, as pessoas com dificuldades de visão.
É exactamente este nível de serviço, a existência ou não de lojas on-line onde um cego, ou qualquer pessoa com dificuldades de visão, possa adquirir produtos sem qualquer dificuldade, que a iniciativa Integra21 pretende testar.
E para lá das lojas de comércio electrónico? É fácil a um cego usar os serviços disponibilizados pelos sítios da Administração Pública Portuguesa?
Estas são as duas principais questões para as quais o Integra21 pretende obter respostas.