Em Agosto de 1999, Portugal tornou-se o primeiro país europeu e o quarto país do mundo – a seguir ao Canadá, Austrália e Estados Unidos – a regulamentar a adopção de regras de acessibilidade na concepção da informação disponibilizada na Internet pela Administração Pública, com o objectivo de facilitar o acesso a pessoas com necessidades especiais, designadamente pessoas com deficiências e idosos (Resolução do Conselho de Ministros Nº 97/99).
Em Dezembro de 2006, as Nações Unidas consideraram que os provedores de informação na Internet deviam assumir como prioridade tornar os seus serviços on-line acessíveis a cidadãos com necessidades especiais.
O último estudo conhecido sobre a acessibilidade dos websites da Administração Pública portuguesa data de 2003. Este estudo revela que a grande maioria dos websites apresentam acessibilidade insuficiente (58%) ou regular (28%), concluindo-se que apenas 14% são classificados de forma positiva.
Não havendo estudos actualizados sobre o nível de acessibilidade da Internet em Portugal, e apesar do pioneirismo da regulamentação de 1999, não se sabe se o nosso país está a caminhar no sentido das recomendações nacionais e internacionais.
Poderá um cego fazer a sua vida diária, através da utilização dos websites portugueses? É fácil para um cego usar os serviços disponibilizados pelos websites da Administração Pública nacional? E pelas lojas de comércio electrónico? É a estas questões que a iniciativa “Integra21” pretende responder, de 5 a 15 de Junho de 2007.
A iniciativa é da Vector21 e conta com o alto patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.
O Integra21 conta ainda com as parcerias da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) e da Associação do Comércio Electrónico em Portugal (ACEP), bem como com os patrocínios da UNICRE e da Caixa Geral de Depósitos.