Para além de adquirir produtos de consumo na internet, poderá um cego, por exemplo, marcar uma consulta na página web do seu Centro de Saúde? Consultar os horários de atendimento do seu médico de família? Consultar quais os dias de vacinação? Comprar o seu passe dos transportes? Consultar o horário do autocarro?, ou, tão simplesmente, consultar o horário de atendimento da sua Junta de Freguesia ou dos serviços de água da sua Câmara Municipal?
“ (...) esta promoção do comércio electrónico, simultaneamente imaginativa e séria, serviu ainda para ilustrar como poderia sobreviver alguém que, durante um determinado período de tempo, por algum motivo estivesse impossibilitado de sair de casa (um deficiente motor, por exemplo)”.
Palavras do então (e por sinal actual) Ministro Português da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, em Dezembro de 1999, a propósito da Iniciativa Canal21.
Os problemas e as oportunidades que hoje se colocam ao Comércio Electrónico Nacional, bem como ao e-government são, se por um lado idênticas, também muito diferentes do que ocorria em 1999.
É curioso notar, que, o mesmo Ministro que em 1999 proferia as declarações anteriores, sete anos depois, dia 10 de Maio de 2006, por ocasião de um Jantar Debate sobre o Comércio Electrónico, promovido pela ACEP - Associação do Comércio Electrónico em Portugal, tenha referido que o Comércio Electrónico Português passe hoje por dois principais desafios que urgem ultrapassar:
O Presidente da ACEP, Alexandre Nilo Fonseca, referiu, no mesmo jantar debate, em 10 de Maio de 2006, que “a ACEP está preparada para criar mecanismos de auto regulação do comércio electrónico, bem como um Programa para tornar o Comércio Electrónico acessível aos cidadãos com necessidades especiais, apostando no apoio à “info inclusão”.